Cantar a Liturgia

CANTO E MÚSICA: EXPRESSÃO DA CULTURA DE UM POVO 

Canto e música devem, necessariamente, “brotar da cultura musical do povo, de onde provêm os participantes da assembleia celebrante.

Nessa cultura, então, é que prioritariamente se buscam e se encontram os gêneros musicais que melhor encaixam na variedade dos tempos litúrgicos, das festas e dos vários momentos ou elementos rituais de cada celebração: toda linguagem musical é bem-vinda, desde que seja expressão autêntica e genuína da assembleia” (CNBB, Canto e música na liturgia, n. 17). 

A inculturação da música litúrgica foi preocupação constante na caminhada da Igreja no Brasil. Já no ano de 1965, no I Encontro Nacional de Música Sacra, a principal temática foi a possibilidade de criar uma nova música para a liturgia, com raízes na música popular e etno músicas brasileiras. A questão primordial era: “Se podemos usar na liturgia o nosso idioma, por que não usar também a nossa linguagem musical? Por que temos de importar música estrangeira, quando o Brasil é um dos países mais ricos em folcmúsica?” 

E assim foi dada a largada para o processo de criação de uma música litúrgica com nossa “fisionomia”. No Hinário Litúrgico da CNBB e no Ofício Divino das Comunidades, encontramos magníficos exemplos de música litúrgica inculturada. Não há dúvida de que a inculturação contribui de forma expressiva, para a participação do povo de Deus na ação litúrgica.

Acreditamos, igualmente, que, uma vez encarnada nas formas da linguagem musical de determinado povo, a música litúrgica cumprirá, de maneira mais eficaz, sua função mistagógica de introduzir os fiéis na vivência do mistério pascal de Cristo, sobretudo pelo fato de os fiéis verem nessa música o “jeito” da sua própria cultura.

Fr. Joaquim Fonseca, ofm 

Fonte – Folheto: O Domingo 

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Coral Infantil - Daniela

Sou uma pessoa feliz! Amo muito a Deus, Amo a vida e dela sou aprendiz; Mas, como qualquer um, possuo imperfeições; Os caminhos desta vida ainda não sei de cor; Pelo menos busco, a cada dia, tornar-me alguém melhor. Tenho orgulho de ser quem eu sou, sou Professora e atualmente desenvolvo um trabalho de Evangelização com crianças de 5 a 10 anos através da música.

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