Maria de Nazaré teve outros filhos?

A Record do Bispo Macedo está veiculando na novela dele, que Maria teve outros filhos e que Jesus teve outros irmãos. Faz 50 anos que explico aos jovens quem era Judas/Tiago/José e Simão, citados como irmãos de Jesus. Eles tinham outro pai que não era José. E a mãe deles não era a Maria de José. Na Bíblia, primos eram chamados de irmãos. Aliás, há tribos na África que ainda hoje consideram os primos como irmãos.

Quando o adolescente Jesus, aos doze anos foi encontrado no Templo, Maria lembrou dizendo: “Teu pai e eu te procurávamos  aflitos”. E porque será que não falam dos irmãos? Eles não foram juntos para a peregrinação? Quando disseram a Jesus que a mãe e os irmãos o estavam procurando, Jesus respondeu que todo mundo era sua mãe e seus irmãos. E quando na hora da morte, estando Maria ao pé da Cruz, porque não havia lá nenhum dos chamados irmãos de Jesus? Eram covardes? Eles deixaram a mãe sofrer sozinha? Por que razão Jesus confiou Maria aos cuidados do jovem discípulo João, que nem sequer era parente de Jesus, dizendo que, agora, João seria filho dela e ela seria a mãe de João?

Se Maria tivesse outros filhos morando na mesma casa, não seria estranho esta entrega de Maria aos cuidados de João? E se fossem já casados, não seria normal que um dos 4 filhos homens e talvez alguma mulher também irmã deles, ficasse com Maria? Na sua família é isso que aconteceria hoje em dia. Também naquele tempo seria assim! As palavras de Jesus deixam claro que não havia outros filhos ou filhas  morando com Maria e Jesus. Maria ficaria sozinha!
Faz sentido ou você ainda tem dúvidas? Ou você vai ficar com a versão da novela do Bispo Macedo que já disse claramente que ele é a favor do aborto. Não é o que Jesus dizia! Ele está mostrando outro tipo de Evangelho. É o evangelho segundo Edir Macedo. Ele não prega o mesmo evangelho que nós católicos lemos nas nossas missas e encontros.

Para ele é fácil dizer que Maria teve outros filhos. Mas que tipo de mãe seria ela, que não conseguiu unir os filhos na hora da Cruz e que teve que ser entregue a um discípulo,  porque os pseudo irmãos de sangue a abandonaram? Que irmãos de sangue estanhos eram eles? Abandonaram a Mãe e Jesus por medo? Os quatro irmãos de sangue e a possível  irmã de Jesus nunca existiram porque eram parentes mas não eram da mesma casa e não moravam com Maria.

Não é mais lógico concluir que Jesus entregou Maria aos cuidados de João simplesmente porque Maria não teve outros filhos?

Pe Zezinho SCJ 

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Matéria retirada do Site: Dom Tomé Ferreira

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Dom Tomé

LEMA EPISCOPAL: “Santidade na verdade e caridade” Filho de Sebastião Ferreira da Silva e D. Ana Ferreira da Silva (já falecidos), nasceu no dia 17 de maio de 1961, na cidade de Cristina, Estado de Minas Gerais. Cursou o Ensino fundamental e Médio nas Escolas de São Domingos Sávio e Cônego Artêmio Schiavon, em Cristina, sua cidade natal, e na Escola Estadual Vital Brasil e no Seminário Diocesano Nossa Senhora das Dores, em Campanha, onde ingressou em fevereiro de 1975, aos 14 anos de idade. Em 1982, concluiu o Curso de Filosofia, no Seminário Diocesano São José, em Três Corações e, em 1986, o Curso de Teologia, realizado no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté, agregado à Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (RJ). Tendo concluído sua formação seminarística, foi ordenado presbítero no dia 1º de janeiro de 1987, em Cristina (MG), por Dom Tarcísio Ariovaldo do Amaral, já falecido. Como padre, concluiu os cursos de Estudos Sociais, em 1989, e de História, em 1990, pela Universidade Vale do Rio Verde, em Três Corações. Em 1993, obteve o Mestrado em Filosofia – Especialização em Filosofia Teorética, pela Universidade Gregoriana, em Roma, Itália. Cinco anos após, em 1998, obteve o título de Especialista em Filosofia Contemporânea (latu sensu), pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). Na diocese de Campanha, realizou trabalhos pastorais nas seguintes paróquias: Nossa Senhora das Dores, em Boa Esperança; Santa Isabel, em Heliodora; Santa Catarina de Alexandria, em Natércia; Nossa Senhora da Conceição, em Conceição das Pedras; e Sagrada Família, em Três Corações. Foi, também, membro de diversos organismos diocesanos com o Conselho Presbiteral, Conselho Administrativo e Conselho Pastoral. Foi coordenador diocesano da Pastoral da Liturgia e professor, vice-reitor e reitor do Seminário Diocesano São José, do Curso de Filosofia também em sua diocese natal. Atuou como docente de Filosofia no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, na arquidiocese de Pouso Alegre (MG). No Regional Leste 2 da CNBB, representou da diocese de Campanha na Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil e na Comissão de Liturgia. Eleito bispo no dia 09 de março de 2005 por Sua Santidade João Paulo II, foi ordenado no dia 13 de maio na cidade de Cristina (MG). Quinze dias após, no dia 28 de maio, tomou posse do ofício de Bispo Auxiliar na Arquidiocese de São Paulo. Durante sete anos de sua permanência nessa Arquidiocese, Dom Tomé foi Vigário Episcopal na Região Episcopal Ipiranga, Vigário Geral da Arquidiocese de São Paulo, Bispo Assessor da Pastoral Vocacional, dos Seminários e da Dimensão Missionária. Também, atuou com o Bispo referencial para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso no Regional Sul 1 da CNBB. No dia 26 de setembro de 2012, foi eleito bispo da Diocese de São José do Rio Preto. No dia 16 de novembro de 2012, na presença de inúmeros bispos, padres e leigos, tomou posse como o 5º bispo da história desta diocese do Noroeste Paulista.

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