Papa Francisco felicita troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia

Após o Angelus, o Santo Padre expressou sua alegria ao receber notícias sobre a tão esperada troca de prisioneiros 

O Santo Padre anunciou, após o Angelus deste domingo, 15, a troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia / Foto: Reprodução Reuters

“Na semana passada, foi realizada a tão esperada troca de prisioneiros entre a Federação Russa e a Ucrânia. Alegro-me pelas pessoas libertadas, as quais puderam abraçar novamente seus entes queridos, e continuo a rezar por um fim rápido do conflito e pela paz duradoura no leste da Ucrânia.”

Com essas palavras, o Papa Francisco expressou sua alegria pela troca de prisioneiros concluída em 7 de setembro, entre a Rússia e a Ucrânia. Aeronaves que partiram de Moscou aterrissaram em Kiev tendo a bordo os ucranianos que haviam sido aprisionados. Entre eles, também o jornalista russo Vyshinsky, o cineasta e escritor ucraniano nascido na Criméria Oleg Sentsov e 24 marinheiros ucranianos capturados no ano passado no Estreito de Kerch, na Crimeia.

O presidente ucraniano Volodimir Zelensky anunciou outra possível troca de prisioneiros com a Rússia. As relações entre Rússia e Ucrânia deterioraram-se após a ocupação da Crimeia por Moscou em 2014.

Um gesto, portanto, é um bom presságio para a sorte da “maior catástrofe humanitária desde a Segunda Guerra Mundial”, como a definiu o Arcebispo Mor de Kiev-Halyč, Svjatoslav Shevchuk.

“Certamente, essa troca de prisioneiros parece um ponto de virada”, explica Fulvio Scaglione, especialista na região da ex-União Soviética.

Para Scaglione, a troca de prisioneiros representa um primeiro sinal de mudança do paradigma político que ocorreu em Kiev, na Ucrânia, com a eleição deste jovem presidente, Vladimir Zelensky:

“Um ator, a quem não se dava muito crédito. Pensava-se tratar-se de um fato meramente midiático, que de alguma forma seria absorvido rapidamente pelo sistema político. Ao invés disto, está trabalhando no sentido de uma negociação que não comprometa a dignidade nacional, os direitos da Ucrânia, mas que, de alguma forma, pressupõe um diálogo construtivo “.

Em relação aos acordos de Minsk, quem tem o papel fundamental de alcançar uma paz duradoura entre a Ucrânia e a Rússia?

R.- A crise ucraniana de 2014 e a subsequente guerra no Donbass mobilizaram naturalmente não apenas a opinião pública internacional, mas precisamente as chancelarias – a União Europeia, os Estados Unidos, a Alemanha – e todos intervieram. Essa intervenção coletiva levou precisamente àquelas negociações que receberam o nome de Acordos de Minsk. No entanto, uma coisa está clara e isso pode ser visto justamente agora. Após essa troca de prisioneiros, o que mais importa é a vontade política, obviamente, mas também a vontade humana de Moscou e de Kiev, de começarem a falar novamente e, pelo menos, tentar chegar a um entendimento. Também porque todos os estudos, as pesquisas de opinião e a opinião pública nos dizem que os dois povos, passado o momento mais grave da crise, não se olham com hostilidade porque têm laços históricos tão profundos que é praticamente quase impossível que eles o façam. Portanto, eu diria que a palavra neste momento mais do que nunca cabe a Vladimir Putin e Vladimir Zelensky.

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Matéria retirada do Site: Noticias do Vaticano por papa.cancaonova.com

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Pastoral da Comunicação Santa Terezinha

Missão: “Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo”. A Pastoral da Comunicação testemunha e anuncia o Evangelho de Jesus Cristo, promovendo a comunhão e a participação ativa no processo comunicacional e consolidando a missão da Igreja por meio da comunicação. Definição: “É a pastoral do ser e estar em comunhão com a comunidade. É a pastoral da acolhida, da participação, das inter-relações humanas, da organização solidária e do planejamento democrático do uso de recursos e instrumentos de comunicação” (doc. 75 – Igreja e Comunicação -  CNBB) A Pastoral da Comunicação é o organismo que deve aproximar-se dos meios de Comunicação e colocá-los a serviço da divulgação da mensagem de Cristo, proclamando a partir dos telhados (cf MT. 10, 27; Lc 12,3) a mensagem da qual é depositária. E João Paulo II vem confirmar este anseio da Igreja quando diz que “não é suficiente usar os meios de comunicação para difundir a mensagem cristã e o Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem nesta “nova cultura”, criada pelas modernas comunicações... Com novas linguagens, novas técnicas, novas atitudes psicológicas”. (Redemtoris missio). Objetivo Geral: As diretrizes da Pascom têm como objetivo principal consolidar a missão da Igreja por meio da comunicação. Organizar e animar a Pastoral da Comunicação, para que ela seja um instrumento eficaz e ajude permanentemente as paróquias e, por conseguinte a diocese a cumprir sua missão de anunciar a Cristo de modo planejado. O fortalecimento do processo dialógico enaltece qualidades existentes na comunidade como a acolhida, o amor fraternal e a compreensão da complexidade das relações pessoais e a superação dos desafios, tornando comum as diferenças e assumindo em conjunto o projeto evangélico da instalação do Reino de Deus entre nós. O Sistema Pascom de Automatização de Mensagens, foi desenvolvido plenamente para que nossos paroquianos tenha sempre a mão as notícias mais atualizadas possíveis.

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